Moedas do Estado do Vaticano 2017 não terão imagem do papa


Autor: Sedac
Data publicação: 09/03/2017

Moedas do Estado do Vaticano 2017 não terão imagem do papa

O Estado da Cidade do Vaticano emitiu para o ano de 2017 cerca de 2,5 milhões de euros em moedas. Por desejo do papa Francisco, foram cunhadas com o brasão papal e não com a efígie. A mesma decisão havia sido tomada por Paulo VI, nos últimos anos do Pontificado.

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O diretor do Departamento Filatélico e Numismático do Estado da Cidade do Vaticano, Mauro Olivieri, recordou que o Vaticano tem as próprias moedas em euro. “A cada ano há uma emissão de moedas, que circulam nos países da União Europeia e que, em parte, são cunhadas e vendidas a colecionadores”.

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A novidade para 2017, revela, é que o Santo Padre pediu para não aparecer mais nas moedas e medalhas em geral, “e nós fizemos o possível para contentá-lo. Nós conseguimos cunhá-las, com alguma dificuldade com as autoridades comunitárias – depois superadas – e assim as moedas de 2017 saem com o brasão do papa”.

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Mas, essa não é a primeira vez que acontece. Também Paulo VI, nos últimos anos do pontificado, pediu para não ser representado nas moedas. “Na época eram Liras Vaticanas, era tudo mais simples e seu desejo foi atendido. Também neste caso, nos últimos anos de Pontificado, as moedas de Paulo VI saíram com o brasão”, recorda Mauro Olivieri.

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O Vaticano faz parte dos chamados “micro Estados”, junto com Andorra, Principado de Mônaco e São Marino, que têm acordos internacionais com a União Europeia, com a União monetária. Cada Estado tem o próprio acordo internacional com as autoridades monetárias e cunham moedas em euro.

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“O Vaticano foi um dos primeiros a selar este acordo, e com base neste tratado internacional, cunhamos moedas vaticanas segundo as regras estabelecidas”, conta o diretor do Departamento Filatélico e Numismático do Estado da Cidade do Vaticano.

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As moedas do Vaticano estão entre as melhores do mundo, em nível qualitativo, de difusão e de colecionismo. “Digo isto com grande satisfação e com um pouco de falta de modéstia”, confessa Mauro Olivieri. “São muito procuradas pelos colecionadores. Digamos que estamos seguramente entre os países “top”, talvez, precisamente, no “topo”, no pódio”.

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As séries com maior valor são as de 2002, 2003 e 2004, os primeiros anos do Euro. As moedas de dois euros, por sua vez, são as mais procuradas pelos colecionadores. “É uma moeda que circula e vale na Europa e onde a cada ano são representadas duas temáticas diferentes. São muito, muito procuradas. Em particular, a que tem mais valor atualmente, é a de 2005, da Jornada Mundial da Juventude em Colônia”. Nós perguntamos a  Mauro Olivieri, como são estudadas as emissões das moedas vaticanas?

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“Com muita atenção, devo dizer, por parte do Departamento Filatélico e Numismático e do Governatorato do Estado do Vaticano. Privilegiamos nas moedas, em linha de máxima, o Magistério do Santo Padre, buscando, portanto, destacar com as emissões anuais os ensinamentos do papa e as bases em que se apoiam, como a Jornada Mundial da Juventude, o Dia Mundial da Paz, o Centenário de Fátima este ano de 20107, o 1950° ano do martírio dos Santos Pedro e Paulo nas moedas de 2 euros. Depois as bases da fé, tipo as Virtudes teologais, as Virtudes cardeais, as basílicas pontifícias. Em suma, procuramos de certa forma abranger todos os aspectos, a arquitetura, a história, a arte, obviamente e sobretudo, os aspectos religiosos e também os ensinamentos e as bases em que se apoia o magistério do papa”.

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