Bispos lusófonos estão reunidos em Aparecida


Autor: Sedac
Data publicação: 26/09/2016

Bispos lusófonos estão reunidos em Aparecida

O Seminário Bom Jesus, em Aparecida (SP), sedia até amanhã, 27 de setembro, o 12º Encontro de Bispos Lusófonos. Os prelados estão refletindo sobre a Encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’ e as implicações na ação da Igreja. Outros assuntos em pauta são “a Igreja e a Família” e as formas de “fortalecer e institucionalizar estes encontros”. O encontro começou na sexta-feira, 23.

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Entre as decisões que resultaram da reunião realizada em Angola, de 21 a 27 de julho deste ano, os bispos apontaram algumas preocupações no relatório final, como indicações pastorais para “o cuidado pastoral da família e de todas as problemáticas que a envolvem”, como também a proteção da vida, “promoção humana” e “dignidade da pessoa humana, bem comum, subsidiariedade e solidariedade”.

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A proposta do evento em Angola foi fortalecer a comunhão eclesial, a partir da promoção e cooperação entre as comunidades e a fidelidade à identidade católica lusófona.

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O Brasil nessa reunião foi representado pelo arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis e pelo Bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

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Durante o encontro, o episcopado lusófono debateu os desafios, as urgências e as soluções que a Igreja enfrenta nos diversos países. Os bispos destacaram algumas orientações como a necessidade de continuar a fazer uma análise rigorosa e competente sobre as situações concretas em que a Igreja está profeticamente presente, irradiando com mais eficácia à luz transformadora do Evangelho de Cristo.

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Apontaram também a urgência de cuidar da evangelização na ligação profunda com a promoção humana; atender às situações de pobrezas, dando resposta a partir do estudo das suas causas e soluções, em diálogo constante com a sociedade e o Estado; encorajar a presença e ação dos leigos nas várias áreas de intervenção na sociedade, nomeadamente nos campos social, econômico e político.

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Os bispos pedem que haja maior incentivo à dimensão ética na economia e na gestão, capaz de transformar por dentro uma economia que muitas vezes provoca a exclusão e o sofrimento dos mais fracos; cooperação com outras Igrejas Cristãs e outras religiões, a importância do diálogo ecumênico e inter-religioso em vista de iniciativas comuns e o cuidado da Igreja em continuar em estado permanente de missão.

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Entre os desafios relatados pelo episcopado lusófono foi sugerida maior valorização e a divulgação da Bíblia em todos os setores das Igrejas particulares, o cuidado pastoral da família e de todas as problemáticas que a envolvem e a atenção orante e pastoral às vocações ao sacerdócio e de especial consagração.

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Há desejo também de intensificar a presença da Igreja nas universidades, a partir da formação de uma pastoral universitária mais articulada e em rede; a abertura da Igreja a todas as problemáticas da vida digna e plena para todos e em todas as fases da vida e a defesa da paz e da justiça, da igualdade e da liberdade nos vários setores da vida da sociedade.

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